Golden.
Não é sempre que enveredo numa conversa assumidamente séria. Hoje foi o dia.
Discutiam-se os grandes temas da actualidade: o FC Porto e o Sporting, na Taça da Liga, as confusões do Lula da Silva no Brasil, o Marcelo Rebelo de Sousa (este último porque sim, fica sempre bem).
Chegamos a uma fase em que discutíamos a importância do papel do Estado em algumas áreas fulcrais da nosa sociedade, tal como a conhecemos.
A conversa ia bem encaminhada e, devo dizer, deveras interessante.
Com uma expressão séria, o meu parceiro de bate-papo, eloquente, anuia:
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Golden shares |
Creio que numa série de sectores fundamentais, o Estado deveria ter mantido as Golden Showers!Tarde demais... pedras e palavras lançadas não retornam, e o que foi ouvido não mais foi "desouvido".
À nossa frente, cabeças rodaram quase 180º. Atrás de nós, olhos esbugalhados como coelhinhos na estrada, em noite escura como breu, encadeados por faróis. Máximos!
Golden shares! Queria dizer golden shares!Nada a fazer.
Já não consegui ouvir mais nada.
A minha mente partiu para outra. E não, não fui invadido com pensamentos escatológicos.
Dei por mim a pensar o quanto queremos tratar alguns assuntos como tabu, ou como pequenos dirty secrets, mas na verdade todos sabemos de tudo. Ou, pelo menos, de muita coisa.
Uma coisa creio como certa: golden showers serão (tendencialmente) gluten free.
Não andamos aqui a enganar ninguém.
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