Não foi bem assim, mas quase.
Vindo do Serviço de Informática sabe Deus de onde, surge-me um vulto no meu gabinete:
"Pode acompanhar-me até à Informática" com o ar mais sério do mundo.
"Tem que ter mais cuidado com o seu e-mail institucional"... WTF?!
Explicou-me - bem - sobre os perigos de navegações por sítios mais obscuros das interwebs, e desaconselhou-me vivamente o uso do mesmo para registos em sites estranhos.
A esta altura, já tinha topado o que se tinha passado, mas deixei-me estar calado e segui-o até onde era suposto.
Em pleno QG da Informática não um, mas dois monitores (!), exibiam as provas: o sistema fez disparar o alarme porque o meu e-mail de trabalho tinha acedido aos servidores a partir de mais de 50 países e, dentro desses, de diversas localizações diferentes.
Resultado: centenas de acessos estranhos espalhados por uma folha de excel, de países que este ano ainda não devo ter pronunciado.
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Por instantes, senti-me assim. |
Não deixei escalar mais a coisa
Levo a mão ao bolso de trás das calças, e exibo a minha defesa:
"VPN. Uso no meu telemóvel. Onde também acedo ao Outlook".
Desarmados.
"Ah! Pronto, está explicado!".
A partir daí foi só falar sobre telemóveis e merdas afins.
Fica a instituição a perder. Desinstalei o Outlook do telemóvel e acabaram-se as respostas a e-mails fora de horas e longe do computador do serviço.
Afinal os VPN funcionam.
Nota: eu uso o Orbot.
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